Publicado por: carolrabello em: Abril 13, 2009

Então, inventei essa história de blog só pra me ocupar com o dos outros e não atualizar o meu nunca mais. Depois que descobri o Google Reader e o Twitter, a minha vida virou um inferno. E desde que eu inventei que o Twitter seria o tema da minha monografia, aí mesmo que eu até esqueci a senha do wordpress aqui, sabe?!
Eu juro que estou tentando… tenho tirado fotos, feito pautas, arrumado parcerias e o escambau, mas sentar o rabito e atualizar… nada! Então eu fico assim, sonhando com o dia em que o meu blog será incluído na era da informação instantânea. Comprei um domínio novo e acho que vou meio que repars à zero, como diria Edith Piaf. (se o francês estiver errado, caguei… tô tentando fazer a fina, ok?!)
Assuntos que perdi o time: prisão e soltura de Dado, o novo affair de Suzana Vieira, a minha experiência pessoal com um mac, show da Seu Chico abrindo pro Cordel do Fogo Encantado (essa foi foda!), a final do BBB e outras coisitas mas que vocês nunca saberão porque eu não fui sagaz o suficiente.
Mas como diriam os garotos perdidos: “eu acredito em fadas, acredito, acredito!”. E se até a Xuxa tem orgasmos múltiplos e vê duendes (outro assunto que eu perdi), então esse blog resseurgirá das cinzas em novo endereço, que divulgarei em breve, e novos colaboradores!
Por enquanto, Feliz Páscoa e Feliz Natal logo, porque nunca se sabe, né?!
Publicado por: carolrabello em: Março 24, 2009
Quando eu tinha 15 anos, achava super divertido comemorar aniversário. A festa dos 16 anos foi uma das melhores… alguém se lembra da boate 3º Milênio, na Tijuca? Era a minha primeira vez numa boate, organizei tudo, esperei ansiosamente e no dia ainda ganhei uma das melhores surpresas que eu poderia ter, mas que não vale mais a pena comentar…
Enfim, era tempo de descobertas, alegrias, zero de preocupação. Meu maior stress era o que vestir pra ir à matinê do Imperator. Hoje, ao completar 26 anos, me sinto muito mais cansada do que a senhorinha de 70 da minha academia.
Parece que passei 50 anos em 5, tipo JK. Mas como diria Bob Charles, o importante é que emoções eu vivi!
Este aniversário, pra completar, ainda tem um evento especial: é o primeiro sem a minha avó. Só de pensar que não vou receber a ligação dela cantando parabéns… quase enlouqueço. A saudade é uma coisa horrível de se aturar e nessas datas, a coisa fica pior ainda.
Enfim, que venha mais um ano, trazendo mais sabedoria, tranqüilidade e paz. Parabéns pra mim!

aêêêêêêêêê!!!
Publicado por: carolrabello em: Março 13, 2009
Há uns meses atrás fui incumbida de uma missão aparentemente impossível: fechar a Praça Santos Dumont para um evento do Cantão. Era o “Eu Amo Pedalar”, uma reunião de bikes em pleno Baixo Gávea. A melhor parte da produção foi pesquisar uma banda pra encerrar o dia e foi então que me apaixonei. Descobri a Seu Chico, banda de Recife que toca canções de Chico Buarque e que graças a Deus estava em temporada no RJ. Fui à um show no Teatro Odisséia pra conhecer e não larguei mais.
Primeiro porque não é qualquer um que consegue fazer uma releitura tão pessoal, com influências de sua região e sem perder a aura original. Segundo porque a banda inteira é de um talento fora do comum e ainda tem Vitor Araújo nos teclados. E em terceiro mas não menos importante, porque os meninos são TODOS uns fofos e acabei me tornando amiga deles, com direito a agradecimentos à minha pessoa durante os shows.
E amanhã, quase seis meses depois de ir embora pra terra do frevo, a Seu Chico volta ao Rio pra gravação de um DVD ao vivo no Estrela da Lapa. Programa imperdível!
Então o fim de semana fica assim:
- Sexta-feira todo mundo na festa Samba Black, com a Mari Mansur no som
- Sábado e Domingo geral no show da Seu Chico no Estrela da Lapa

Seu Chico
Meu luto do Dado acabou galera, simbora!
Publicado por: carolrabello em: Março 11, 2009
O que é a comunicação entre blogs, não é mesmo, minha gente? Adoro quando me linkam (ui!) ou eu linko alguém. Pois é, aproveitando o assunto que há dias bomba no meu orkut quase como uma intimação, confira aqui a matéria fofa do Fabiano Moreira, do Gema TV, sobre a minha amiga coelha do coração, a designer Mariana Mansur.
E logo abaixo, o flyer da festinha (modo de falar, ok?!) que ela comanda nesta sexta-feira. Fica a dica: mesmo se você for nerd tipo eu e não estiver a fim de perder o show do Keane, isso não é desculpa, porque a Mariana já me intimou e disse que dá mais do que tempo de ir à BARRA (oi?) e voltar. Como dizia Milton Nascimento: “Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”!

Mariana, a propaganda tá feita, agora me dá um daqueles potinhos lindos que você pintou?
Publicado por: carolrabello em: Março 3, 2009
Hoje fui contra todos os meus princípios e resolvi comprar o Jornal Extra. Mas tenho motivos plausíveis para tal. Primeiro, pela chamada durante a programaçã0 da Globo, que anunciava uma matéria imperdível sobre a mais nova contratada da emissora. Segundo, porque no caminho do trabalho, dei uma espiadinha no jornal alheio no metrô e vi que a edição também trazia a cobertura do novo escândalo do Dado.
Pensei bem, catei o porta-níquel e mandei ver na aquisição. Vamos à análise.
Não li o jornal inteiro, ok?! Até pensei em fazer isso, mas começou a pingar sangue no meu colo assim que abri a primeira página tamanha a desgraça cotidiana do Rio de Janeiro, então pulei logo pro caderno de “cultura”, meu objetivo inicial. E bem na capa, lá estava ela, a mais nova estrela da Globo, a vaca Emília.
O lead era algo de sensacional, permita-me reproduzir: “Enquanto Juliana Paes vive às voltas com as desventuras de Maya, uma outra atriz rouba a cena da protagonista de Caminho das Índias…”. Pronto, nasce uma estrela, conforme o título da reportagem, o qual também usurpei para este post.
Como assim a vaca Emília? E não para por aí. A reportagem bem apurada e redigida com carinho, dá conta que o bicho tem um camarim, regalias iguais às de Juliana e alimentação regrada. E o salário? R$ 350,00 por dia de gravação da novela e R$700,00 a diária de um comercial.
Eu, que venho cultivando a idéia de ser celebridade e passar as tardes à toa no Leblon, não pude acreditar no que estava lendo. Mas o pior ainda estava por vir. Fechando a matéria, a informação que faltava pra coroar o meu dia: “Na TV, ela é contratada e tem rendimentos maiores que alguns funcionários”. Ou seja, a crise não chegou à Globo, senão não haveria uma vaca na folha de pagamento, certo? Ou melhor, uma de verdade…
Como pode um país em que uma vaca recebe mais pra fazer figuração do que um pai de família? Tudo bem que o salário de fato vai para o criador da mimosa, mas a forma como isso é colocado em jornal de veiculação popular, em que o leitor não recebe por mês o que a vaca recebe em um dia é surreal. Finalizando o circo de horrores, um ícone no canto da página divulga o conteúdo online do jornal, convidando o leitor a testar seus conhecimentos sobre outros animais da TV. (A matéria na íntegra e o quiz você confere aqui)
Falando em animais da TV, o carnaval bombou pra Luana… ops!
Jemt! Pra que o escândalo quando o Dado entrou no camarote? Deixa o menino brincar! Tá certo que não foi essa a educação que eu dei pra ele… Onde já se viu? 12 minutos no banheiro na festa dos outros? Disseram que ele estava utilizando “substâncias ilícitas”, mas pra mim era piriri. Defendo a tese de que Dado é inocente e está sob efeito do personagem de Chamas da Vida. Ainda acho que isso tudo é laboratório e marketing pesado… E como eu sempre digo: eu vô! Afinal, atóron perigon!

Dado: garoto, maroto, travesso...
É isso meu povo… O carnaval acabou e o ano começou sério! Em breve, mudanças por aqui, aguardem!

Bom fim de semana para todos…
Publicado por: carolrabello em: Fevereiro 26, 2009
Hoje acordei super cansada, enjoada, com a cabeça estourando e de tpm, ou seja, um dia lindo estava por vir. A não vontade de sair de casa tomava conta do meu ser, mas fui forte, insistente, guerreira e resolvi lutar contra o desânimo e pôr o pé na rua. Maldita hora! Hoje era o meu dia de cinzas, cinzas não só do carnaval mediano que se despedia, mas as cinzas do que eu fui um dia e que só agora resolveram se dissipar.
No metrô a caminho do trabalho, ainda tomada pela preguiça, me pus a pensar na vida e no quanto aprendi e desaprendi com o tempo. Cheguei à conclusão de que não devo confiar em absolutamente ninguém, a não ser em Deus, porque nem em mim mesma está valendo mais. Observei todos os pensamentos que tenho traído e as minhas contradições diárias.
O fato é que está ficando cada vez mais sério esse meu desejo bizarro de criar asas. O mundo acena pra mim e eu aqui, amargando a crise mundial e pessoal que toma conta do planeta e do meu universo. Queria acordar um dia e me desprender de tudo, fazer de louca, sair nua que fosse… Hoje em dia é tudo muito “cuidado com o que você fala!”
Quero abrir a boca aos céus e falar o que penso, sem medo e sem pudor. Sem chocar o meu irmão certinho ou a titia carola. Odeio a alegria obrigatória do carnaval, não quero comemorar e ponto.
É impressionante a quantidade de coisas que se aprende diariamente. Hoje aprendi com um amigo que nunca se é tão amigo assim. Basta ter um pouco de loucura dentro de si para saber desconsiderar e humilhar a tudo e a todos. É tão fácil ser escroto. Eu deveria tentar, sabe?!
Difícil é ser centrada, responsável, ter preocupação com o próximo e respeitar as pessoas. Um dia eu ainda liberto o Tyler Durden que existe dentro de mim…
E pra fechar, quando eu estava no auge do desespero, com a lágrima em ponto de bala, abri meu reader e dei de cara com isso aqui:
How to work better 1. do one thing at a timeTá bom pra você?! Depois que o “chico” chegar eu volto com “mais animação, Michel…”
Publicado por: carolrabello em: Fevereiro 19, 2009
Tenho me sentido uma jornalista medíocre e egocêntrica, já que diante dos fatos mundiais, me mantive alheia a todos os acontecimentos. Então agora é chegado o momento de comentar o que está na boca do povo: a crise mundial.
Mas eu resolvi falar sobre esse assunto de uma forma mais pessoal, portanto, farei uma análise a partir da minha atual visão de mundo e os perrengues que tem cercado meu dia-a-dia. Sim, eu estou vivendo uma crise pessoal.
A minha crise, como a do planeta, é mais do que financeira, ela engloba também meu tempo e meus planos de futuro. O aniversário está chegando, o salário não anda lá essas coisas, os novos desafios aos poucos vão se desgastando. Aí a preguiça toma conta, o tempo vai passando e nada acontece. Olha que ciclo lindo!
Estou vivendo um momento de humildade, muito ônibus, van e metrô suado. Comecei a academia, paguei uma semana e no primeiro dia quase perco os movimentos da perna esquerda de tanto peso na musculação. Tenho que fazer a sobrancelha e cortar a unha do pé, mas tudo me dá preguiça e/ou é caro.
Aí você me pergunta, o que isso tem a ver com a crise mundial? Eu te digo: em outros tempos estaria andando de táxi pra cima e pra baixo, mofando no salão com as unhas vermelhas e lindas, o cabelo impecável, a sobrancelha tipo Bette Davis e o médico da Carolina Dieckman acompanhando meus exercícios e minha dieta. Eu era feliz, eu sabia, mas quis aceitar a mudança. Obama: yes, we can!
E o que vem a seguir? O carnaval! E como todo brasileiro que se preze, no carnaval de tudo se esquece e eu vou esquecer da vida. Aviso aos navegantes: meu celular será desligado às 18 hs desta sexta-feira e só será religado às 09 hs da quinta-feira da outra semana. Portanto, nem tentem me convidar para blocos, aquecimentos ou coisas do tipo porque estarei dormindo muito mais do que a minha cama.
Recomendo ao Obama tirar um soninho também. Dormir é bom demais. E quando passar esse meu momento hibernação, se inicia o meu inferno astral e a crise dará lugar a um mau humor sem fim.
Ok, textinho preguiçoso e sem nexo, mas em breve mudanças no blog: novos colaboradores em novo endereço, aguardem! Pra fechar, uma foto que me fez acreditar que a crise realmente pegou todo mundo de jeito…

zeca, porque meu pai quis! pobre, como todo brahmeiro!
Publicado por: carolrabello em: Fevereiro 15, 2009

"vou de táxi, cê sabe???"
Na quinta-feira minha querida irmã inventou de passar mal no colégio e eu, boa filha que sou, fui buscar a bonita e fazer uma hora em casa até alguém aparecer pra me substituir. Quando finalmente pude ir para o trabalho, já estressada e mega atrasada, tomei a infeliz decisão de pedir um táxi pra agilizar a minha vida.
E foi aí que o dia começou. Liguei pra companhia de táxi e ali já foi embora metade do meu humor. Bom dia, senhora! É pra agora, senhora? É pra onde, senhora? Em dinheiro, senhora? Além de me envelhecerem 100 anos, com a quantidade de vezes que me chamaram de senhora em tão pouco tempo, a fofa da atendente ainda era meio surda e tudo o que eu respondia no breve interrogatório tinha que ser repetido umas três vezes. Sim, pedir um táxi é uma tarefa árdua! Aliás, qualquer serviço em que você dependa da boa vontade de alguém do outro lado da linha é de enlouquecer. Até pizza hoje em dia tem me irritado bastante…
Mas eis que chega a pior parte do dia: o táxi! Começou com o motorista largando o dedo no interfone enquanto eu esperava o elevador no corredor do prédio e ouvia a barulheira toda sem poder fazer muita coisa, já que se eu voltasse pra atender demoraria mais ainda pra descer. Iniciativa do porteiro em me avistar pela câmera e avisar ao infeliz que eu estava descendo? Nem pensar!
Cheguei na portaria e reconheci o motorista… algumas vezes já havia pego o táxi dele. Eu sabia que ele já havia me irritado, só não lembrava como… Mas como eu sou uma pessoa legal e fico com pena de pôr os motoristas na lista negra do meu cadastro da cooperativa, deixei passar e acabei me sujeitando a este tipo de surpresa.
Entrei no táxi…
Informei o caminho, pus os óculos escuros e peguei a agenda pra conferir em que nível de merda meu dia estava, já que eram 11:30 da manhã e eu ainda não havia feito nada. Então veio a frase que me refrescou a memória: a senhora pediu o táxi por telefone, certo? Putz!!! Era o 0800!!! Ele mesmo… o cara que faz propaganda da merda do telefone grátis da cooperativa. Eu não sei se ele ganha algum tipo de comissão com isso, mas o fato é que todas as vezes ele começava o assunto com a mesma frase e acabava me dando um cartão que eu sempre perdia e, portanto, acabei nunca utilizando o número. Ele continou: a senhora ligou pra qual número? Eu, com o sorriso sem graça de quem não quer conversa: ahhh pro mesmo de sempre, o 21 alguma coisa, tá salvo no celular… Ele puxou o cartão, como quem puxa a carta final do jogo de baralho, o elixir da juventude ou o número premiado da mega sena: pois eu vou lhe dar uma cartão que irá mudar a vida da senhora, com este número, a senhora além de blá, blá, blá, blá….não ouvi mais nada!
Me odiei. Me odiei por ter respondido, por não saber ser grossa o suficiente, por não ter o raio do número decorado. Agradeci, guardei o cartão e achei que o assunto estava encerrado. Ele ligou o rádio. Começou a passar as estações Mix Fm, Fm O Dia, Oi Fm, por fim CBN. Pensei que enfim ouviria as notícias e seguiria viagem em paz, mas o amado não estava satisfeito e mudou de novo. Acho que queria me agradar, eu senti uma pontinha de “vou adivinhar do que esta mocinha gosta”. Parou na JB Fm com a Fernanda Abreu e o Herbert Vianna. Por que toda vez que eu escuto JB a Fernanda Abreu está cantando essa música? Ainda inquieto por saber se eu estava curtindo o som, ele aumentou o volume… bastante… muito… e a Fernanda Abreu berrava solenemente no túnel Rebouças. Foi aí que comecei uma auto avaliação profunda e bastante séria: eu tenho cara de quem gosta de Fernanda Abreu? Planos para ontem: rever guarda-roupa, make, cabelo… o que havia de errado?
Peguei o iPod na bolsa, deixei a etiqueta de lado e mais do que ouvir música, fui em busca da minha identidade. Até chegar a Copacabana, Steve Jobs e The Zutons tentavam salvar o dia.